Gary Cooper

Frank James Cooper foi um ator anglo-estado-unidense duas vezes vencedor do prêmio Oscar de melhor ator. Sua carreira durou desde a década de 1920 até o ano de sua morte, tendo atuado em mais de cem filmes. Ele era reconhecido por seu forte estilo de atuação, e pelos vários papéis que teve em filmes do gênero Western.

Sua carreira na meca cinematográfica se estendeu por 35 anos, despontando numa fascinante lista de clássicos, como Matar ou Morrer (Fred Zinnemman, 1952), Por quem os Sinos Dobram (Sam Wood, 1947), Beau Geste (William Wellman,1938), Sargento York (Howard “Falcão” Hawks, 1941), O Galante Mr Deeds (Frank Capra, 1936), entre outros, diversificando sua parceria com os mais notáveis cineastas de seu tempo.

Durante muitos anos os americanos sonharem em ser como ele. Dono de uma beleza dura mas contagiante, de uma pose humilde mas determinada, Gary Cooper foi o herói de mais do que uma geração. Em trinta anos de carreira tornou-se num dos mais bem sucedidos e amados atores de sempre. E mesmo a polêmica que envolveu a sua vida privada (a sua relação extra-matrimonial com Patricia Neal) nunca alterou a sua imagem de galã e cavalheiro.

A sua estreia no cinema data do período mudo e em 1927 é um dos atores de Wings, o primeiro filme oscarizado. Nos anos seguinte consagra-se em filmes como Morroco, A Farewell to Arms e Now and Forever. Em 1936 trabalha pela primeira vez com Frank Capra que o escolhe para iniciar a sua trilogia sobre o comum americano. Em Mr Deeds Goes To Town faz o seu melhor papel até à data e é nomeado ao Oscar. A sua cotação segue em alta e ele dá-se ao luxo de rejeitar em 1939 papeis em Stagecoach e Gone With the Wind. Entre 1941 e 1943 os seus maiores desempenhos de cada ano são nomeados ao Oscar. Vence na primeira tentativa por Sargeant York, mas está perto de repetir a façanha em The Pride of the Yankees e For Whom the Bell Tolls. A sua amizade com o escritor Ernst Hemingway (que cometerá suicídio um mês após a morte de Cooper), torna-o popular entre a comunidade intelectual. Para trás ficou o sucesso de The Westerner e Meet John Doe, o capitulo final da trilogia de Capra. Em 1949 trabalha com King Vidor em The Fountainhead e conhece Patricia Neal que será sua amante até à morte. Em 1951 está pela primeira vez em 15 anos fora do top 10 dos atores favoritos do público. É no entanto no ano seguinte que consegue o seu melhor desempenho em High Noon, fazendo um comeback triunfal que lhe dá o seu segundo Oscar. A partir daí vai progressivamente abandonando o cinema. O câncer que o leva à morte em 1961 deixa-o apenas voltar a brilhar uma vez mais, em Man of the West de Antohny Mann. Com a morte de Cooper, Hollywood começava a encerrar um capitulo dourado da sua história.

Cooper também teve numerosos casos dentro e fora das telas, sendo que o mais famoso foi com a atriz Patricia Neal (1926-2010), 25 anos mais nova do que ele. Cooper era casado e tinha uma filha, mas chegou a sair de sua casa para viver com Patricia, mesmo enfrentando as barreiras morais de seu tempo e arriscando sua bela estampa de um herói íntegro com destacada honestidade. Afinal, Cooper jamais interpretou um vilão em sua carreira e era contra seus princípios. Ganhador de dois Oscars da Academia, foi o ator mais bem pago de Hollywood.

Contudo, com o avançar dos anos, e com os primeiros problemas de saúde com o peso da idade chegando, o veterano ator passou a ter reflexões em sua vida. Não se sabe exatamente como se deu o passo definitivo para Gary entrar para a Igreja Católica, muito embora sua esposa, Veronica Balfe (1913-2000) fosse católica extremosa, o fato que Cooper dispensou Patricia Neal para voltar para mulher e a filha, Maria. Fazia anos que Cooper era amigo de Bing Crosby e Irene Dunne, que eram católicos e membros do movimento intitulado The Christophers, cuja finalidade era introduzir o catolicismo no ambiente de Hollywood. Afinal, não devemos esquecer que os EUA tem como religião predominante o protestantismo.

A conversão de Cooper ao catolicismo abriu uma grande onda de comentários dentro da capital do cinema, muito embora Cooper antes de abraçar a religião já demostrava interesse em assuntos religiosos, e o apoio e a vida exemplar de sua esposa o ajudaram a tomar o passo decisivo e entrar na Igreja Católica. No ano de 1953 foi recebido em audiência, por Pio XII, e pouco depois, no ano de sua conversão, foi de novo recebido em audiência pelo Papa, juntamente com sua esposa e filha. Ele mesmo admitiu que antes de tomar a decisão tinha refletido longamente.

Gary Cooper não era grande somente como cowboy e como ator querido e amado pelo público em Hollywood, mas pelas plateias dos quatro cantos do Universo, e mostrou-se grande pela maneira especial como enfrentou o câncer que o acometera. Quando o médico lhe fez os testes, Gary Cooper lhe disse: “Doutor, não fique escondendo; eu sou homem suficientemente vivido para ter a coragem de enfrentar os problemas da vida. Minha esperança não repousa neste mundo; eu tenho uma fé que me dá claras convicções acerca da vida futura, futuro que não pertence a esta vida”.

Durante sua convalescença, ele recebeu diversas vezes os sacramentos conforme os ritos litúrgicos. Nos últimos dias de sua vida, quando recebeu seu terceiro Oscar, um Oscar especial, ele acompanhou a cerimônia pela TV, em sua casa, e viu James Stewart homenageá-lo, muito comovidamente. Cooper disse: “Eu tive muitas satisfações em minha vida; agora só uma coisa almejo: ‘ter uma boa morte’”. Depois virou para sua mulher e lhe disse: “Gostaria de morrer uma morte boa, seja como homem, seja como cristão”.

Três dias antes de morrer, pediu e recebeu a Extrema Unção (hoje, Unção dos Enfermos). Quando viu o Padre Sullivan perto de sua cama, apesar do atroz sofrimento que tinha, abriu seus lábios num sorriso tímido: quando era feliz por ter um sacerdote para assisti-lo. Um pouco antes de morrer, completamente conformado, disse: “Seja feita a vontade de Deus”. Nos momentos finais, com as poucas forças que sobraram, mexeu com seus lábios e rezou: “Senhor ajuda-me a morrer sem medo”.

Cary Cooper havia completado 60 anos de idade apenas 6 dias antes, e entregou sua alma, deixando multidões de admiradores pelo mundo, que choraram com sua passagem. No cemitério de Holy Cross, uma quantidade de fãs, fora autoridades e colegas de Hollywood, foram prestar suas últimas homenagens não somente ao verdadeiro campeão e galã que sobrepujava o mal nas telas e seduzia as mulheres, mas ao se despedir também do homem, que tal qual grande parte de seus personagens, enfrentou tudo com igual coragem e integridade.

Em 1974, o corpo de Cooper foi trasladado do cemitério de Holy Cross, California, para o cemitério Sacred Hearts of Jesus & Mary R.C. Cemetery, em Southampton, Long Island (Cemitério do Sagrado Coração de Jesus e Maria).

Fonte:
parte é do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Gary_Cooper;
parte é do site http://www.articlesfilmesantigosclub.blogspot.com.br/;

Quando voltou aos EUA, aos 13 anos, mudou-se para o rancho de gado de seu pai para se recuperar de ferimentos recebidos num acidente automobilístico. No rancho aprendeu a cavalgar com muita destreza, o que lhe seria de grande utilidade na futura carreira de ator, especialmente, claro, em filmes western. Curiosamente tinha como vizinha e amiga uma menina de apenas dez anos, que era nada mais nada menos do que Myrna Loy, aquela que viria a ser também uma grande atriz de Hollywood.

Magro, alto (1m91 de altura), simpático, voz inconfundível e fascinante, Cooper teve romances com estrelas famosas como Clara Bow e Lupe Vélez, bem como com a famosa socialite americana Condessa Carlo Dentice di Frasso.

Verônica, sua esposa, aparentemente o persuadiu a se tornar Católico Romano, em 1958.

O ator recusou dois papéis em filmes de Hitchcock, um em 1940 e outro em 1942, entretanto admitiu mais tarde ter errado ao não aceitá-los. Gary recusou também interpretar o personagem Rhet Butler, que foi então entregue a Clark Gable em "...E o Vento Levou" (Gone with the Wind).

Atuando em mais de cem filmes, foi indicado cinco vezes para o Oscar de melhor ator. Levou o prêmio em 1941, com Sargento York, e em 1952 com Matar ou Morrer (High Noon), este ao lado de Grace Kelly.

Muito amigo de Ernest Hemingway, na casa de inverno do qual costumeiramente passava suas férias, Gary Cooper faleceu em 13 de maio de 1961, ano em que recebeu o prêmio honorário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Em 1999 a American Film Institute (AFI) reconheceu Gary como o décimo primeiro maior ator de todos os tempos.

5 indicações e 2 premiações do Oscar de Melhor Ator, nos seguintes filmes

Mr. Deeds Goes to Town (1936)
Sergeant York (1941) Vencedor
The Pride of the Yankees (1942)
For Whom the Bell Tolls (1943)
High Noon (1952) Vencedor

Recebeu em 1961 um prêmio Oscar Honorário pelo conjunto da obra.

Dick Turpin (1925)
The Thundering Herd (1925)
Wild Horse Mesa (1925)
The Lucky Horseshoe (1925)
The Vanishing American ("Alma Cabocla") (1925)
The Eagle ("O Águia") (1925)
Tricks (1925)
Three Pals (1926)
The Enchanted Hill ("A Montanha Encantada") (1926)
Watch Your Wife (1926)
The Winning of Barbara Worth ("O Beijo Ardente") (1926)
Old Ironsides (1926)
It (1927)
Arizona Bound (1927)
Children of Divorce (1927)
The Last Outlaw (1927)
Wings ("Asas") (1927)
The Spider´s Net (1927) - seriado construído com cenas de arquivo.2
Nevada (1927)
Half a Bride (1928)
Beau Sabreur (1928)
Doomsday (1928)
The Legion of the Condemned (1928)
Lilac Time (1928)
The First Kiss (1928)
The Shopworn Angel (1928)
The Wolf Song (1929)
Betrayal (1929)
The Virginian ("Agora ou Nunca") (1929)
Seven Days´ Leave (1930)
Only the Brave (1930)
Paramount on Parade (1930)
The Texan (1930)
A Man from Wyoming (1930)
The Spoilers (1930)
Morocco ("Marrocos") (1930)
Fighting Caravans (1931)
City Streets (1931)
I Take This Woman (1931)
His Woman (1931)
Make Me a Star (1932) (Participação)
Devil and the Deep (1932)
A Farewell to Arms ("Adeus às Armas") (1932)
If I Had a Million (1932)
Today We Live (1933)
One Sunday Afternoon (1933)
Alice in Wonderland (1933) (Alice no País das Maravilhas) (1933)
Design for Living (1933)
Operator 13 (1934)
Now and Forever (1934)
The Lives of a Bengal Lancer" ("Lanceiros da Índia") (1935)
The Wedding Night (1935)
Peter Ibbetson (1935)
Desire (1936)
Mr. Deeds Goes to Town ("O Galante Mr. Deeds") (1936)
Hollywood Boulevard (1936) (Participação)
The General Died at Dawn (1936)
The Plainsman (1936)
Souls at Sea (1937)
Bluebeard´s Eighth Wife (1938)
The Adventures of Marco Polo (1938)
The Cowboy and the Lady (1938)
Beau Geste (1939)
The Real Glory ("A Verdadeira Glória") (1939)
The Westerner ("A Última Fronteira") (1940)
North West Mounted Police ("Legião de Heróis") (1940) (Primeiro filme em Technicolor)
Meet John Doe ("Adorável Vagabundo") (1941)
Sergeant York ("Sargento York") (1941)
Ball of Fire ("Bola de Fogo") (1941)
The Pride of the Yankees ("Ídolo, Amante e Herói") (1942)
For Whom the Bell Tolls ("Por Quem os Sinos Dobram") (1943)
The Story of Dr. Wassell (1944)
Casanova Brown (1944)
Along Came Jones (1945)
Saratoga Trunk (1945)
Cloak and Dagger (1946)
Variety Girl (1947) (Participação)
Unconquered (1947)
Good Sam (1948)
The Fountainhead ("Vontade Indômita") (1949)
It´s a Great Feeling (1949) (Participação)
Task Force (1949)
Bright Leaf (1950)
Dallas (1950)
You´re in the Navy Now (1951)
It´s a Big Country (1951)
Starlift (1951) (Participação)
Distant Drums ("Tambores Distantes") (1951)
High Noon ("Matar ou Morrer") (1952)
Springfield Rifle (1952)
Return to Paradise (1953)
Blowing Wild (1953)
Boum sur Paris (1954)
Garden of Evil (1954)
Vera Cruz (1954)
The Court-Martial of Billy Mitchell (1955)
Friendly Persuasion ("Sublime Tentação") (1956)
Love in the Afternoon ("Amor na Tarde") (1957)
Ten North Frederick (1958)
Man of the West ("O Homem do Oeste") (1958)
The Hanging Tree ("A Árvore dos Enforcados") (1959)
Alias Jesse James (1959) (Participação)
They Came To Cordura (1959)
Premier Khrushchev in the USA (1959) (documentário)
The Wreck of the Mary Deare ("O Navio Condenado") (1959)
The Naked Edge (1961)

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