Olivia de Havilland

Olivia Mary de Havilland (Tóquio, 1 de julho de 1916) é uma premiada atriz britânico-americana radicada na França. Uma das mais respeitáveis estrelas da chamada Era de Ouro de Hollywood, é uma dentre as poucas que foram contempladas em mais de uma ocasião com o Oscar de melhor atriz.

Filha de um casal britânico que se encontrava no Japão quando à época de seu nascimento, sua mãe era a atriz Lillian Fontaine, e sua irmã mais nova, conhecida pelo nome artístico de Joan Fontaine, tornou-se, tal como a própria Olivia, uma das mais admiradas estrelas do cinema, ambas sendo até hoje as únicas irmãs premiadas com o Oscar.

Ela ficou conhecida pela parceria com o astro Errol Flynn, co-estrelando com ele oito filmes, sendo o mais notório As aventuras de Robin Hood ("The Adventures of Robin Hood", 1938), tido como um dos maiores clássicos dentre os filmes de aventura. Mas foi sua performance indicada ao Oscar como Melanie Hamilton Wilkes no épico E o vento levou ("Gone with the Wind", 1939) que instantaneamente a colocou nos anais da história do cinema, fazendo com que a atriz ficasse marcada como o símbolo da doçura nos filmes americanos, atribuindo-lhe uma imagem da qual ela própria tentou se desvincular na esperança de obter papéis mais desafiadores e assim provar que a sua capacidade artística lhe permitia ir mais além, fato que foi confirmado na década de 40 em seus desempenhos subsequentes, que, por sua vez, acabaram rendendo-lhe dois Oscars de melhor atriz, pelos filmes Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946) e Tarde demais ("The Heiress", 1949), além de ter sido indicada ao prêmio também por A porta de ouro ("Hold Back the Dawn", 1941) e A cova da serpente ("The Snake Pit", 1948, tido pela atriz como o filme favorito de sua carreira); dentre as honrarias à ela concedidas também incluem-se a estrela na Calçada da Fama de Hollywood, que recebeu em 1960 graças a sua contribuição à indústria cinematográfica, a Medalha Nacional das Artes, concedida pelo presidente americano George W. Bush em 2008,1 e também a Legião de Honra, com a qual foi condecorada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy em 2010, aos 94 anos de idade.2

Olivia de Havilland, sem dúvidas, deve ter a sua importância reconhecida não apenas pelo seu talento como atriz, mas também por ter se tornado uma defensora pioneira dos direitos de atores e atrizes, tendo sido criada, graças à ela, uma lei que leva o seu nome, validada com o objetivo de assegurar aos mesmos importantes direitos que estes devem ter como garantia. Em 1999 ela foi nomeada uma das 500 grandes lendas do cinema pelo American Film Institute.3 Atualmente vive em Paris, capital francesa, e é uma das últimas estrelas da era de ouro hollywoodiana ainda vivas.

A VIDA ANTES DA FAMA
Olivia Mary de Havilland nasceu em 1 de julho de 1916, em Tóquio, no Japão, filha de pais naturais do Reino Unido. Seu pai, Walter Augustus de Havilland (31 de agosto de 1872 - 23 de maio de 1968), graduou-se na Universidade de Cambridge e trabalhou como professor de inglês da Universidade Imperial de Tóquio, antes de se tornar um advogado de patentes com prática no Japão. Sua mãe, Lilian Augusta de Havilland (nascida Lilian Augusta Ruse; 11 de junho de 1886 - 20 de fevereiro de 1975), estudou na Academia Real de Artes Dramáticas, em Londres, e se tornou atriz de teatro, deixando a carreira depois de se estabelecer em Tóquio com o marido. Sua mãe voltaria a trabalhar com o nome artístico de Lillian Fontaine na década de 1940. Sua irmã mais nova, Joan de Beauvoir de Havilland (22 de outubro de 1917 - 15 de dezembro de 2013), se tornaria a também famosa atriz de cinema Joan Fontaine. Um de seus primos paternos era Sir Geoffrey de Havilland (27 de julho de 1882 – 21 de maio de 1965), pioneiro da aviação britânica e projetista de aeronaves, responsável pela criação do avião De Havilland Mosquito, e também fundador da empresa de aviões que levava seu nome. Seu avô paterno, o Reverendo Charles Richard de Havilland, era de uma família de Guernsey, nas Ilhas do Canal.

Sua mãe saíra da Inglaterra para o Japão a fim de visitar um irmão que trabalhava como professor na Universidade de Tóquio; foi quando acabou conhecendo seu pai, então professor na Universidade, com quem se casou em 1914. Mas essa não foi uma feliz união, devido às infidelidades de Walter. Em fevereiro de 1919, Lilian convenceu o marido a levar a família de volta à Inglaterra, pois lá encontrariam um clima mais adequado para a saúde das filhas. A família parou na Califórnia para tratar Olivia, com saúde fragilizada devido à uma bronquite. Quando Joan desenvolveu pneumonia, Lilian decidiu permanecer com as filhas na Califórnia, onde se estabeleceram na cidade de Saratoga, a cerca de 80 km ao sul de San Francisco. Seu pai abandonou a família e voltou para a amante japonesa, que se tornaria a segunda esposa dele. O divórcio de seus pais não foi finalizado até fevereiro de 1925.

Embora tivesse abandonado a carreira de atriz, Lilian ensinava as filhas a apreciarem as artes, sempre lendo Shakespeare para as crianças (o próprio nome de Olivia fora escolhido por causa da personagem Lady Olivia, da peça Noite de reis, de Shakespeare), e também ensinando-lhes música e declamação. Em abril de 1925, depois de o divórcio com Walter ter sido finalizado, Lilian casou-se novamente, desta vez com um proprietário de uma loja de departamentos chamado George Milan Fontaine, um homem severo e detestado por ambas as garotas. O sobrenome deste, que fora adotado por Lilian em razão de seu segundo casamento, seria usado por Joan quando, ao virar atriz, decidiu criar um nome artístico. A infância de Olivia e Joan seria marcada por desentendimentos entre ambas, desentendimentos estes que por sua vez gerariam uma rivalidade entre as irmãs que se estenderia ao longo de suas vidas.

INÍCIO EM HOLLYWOOD
A versão cinematográfica de Sonho de uma noite de verão, produzida pela Warner, marcaria a primeira aparição da novata Olivia de Havilland no cinema. Curiosamente, o filme só seria lançado no final de 1935, depois dos lançamentos de outros três filmes em que Olivia apareceria após concluídas as gravações de Sonho de uma noite de verão. Foi enquanto nesta filmagem que Olivia, ao impressionar a todos em sua atuação, acabou ganhando um contrato de sete anos com a produtora. A partir desse contrato que ela começaria a se ver de fato como uma atriz de cinema, pois seria por meio deste que começariam a vir mais filmes. Em seus primeiros trabalhos ela teve a chance de contracenar com Joe E. Brown (num filme chamado "Alibi Ike", que teve o título de Esfarrapando desculpas no Brasil) e também com James Cagney (em "The Irish in Us", intitulado no Brasil O filhinho da mamãe). De Havilland também atuou com o então novato Errol Flynn em Capitão Blood ("Captain Blood", 1935), que foi um grande sucesso em termos de público e crítica. O público acabou não resistindo aos encantos da donzela em perigo vivida por De Havilland no filme, à espera de Flynn para salvá-la. E assim o mais novo casal das telas conquistou os fãs de cinema, o que fez com que a Warner decidisse reuni-los em outros trabalhos, num total de oito filmes, no período entre 1935 e 1941. Na época, eles tornaram-se uma das mais conhecidas duplas do cinema. Eles estrelaram: Capitão Blood; A carga da brigada ligeira ("The Charge of the Light Brigade", 1936); As aventuras de Robin Hood ("The Adventures of Robin Hood", 1938); Amando sem saber ("Four´s a Crowd", 1938); Uma cidade que surge ("Dodge City", 1939); Meu reino por um amor ("The Private Lives of Elizabeth and Essex", 1939); A estrada de Santa Fé ("Santa Fe Trail", 1940); O intrépido general Custer ("They died with their boots on", 1941), o último filme da parceria Flynn/De Havilland.

De todos os filmes da dupla, Meu reino por um amor talvez tenha sido a experiência menos marcante que veio para Olivia, uma vez que o seu papel nesse filme se deu como castigo da Warner por ela ter insistido em fazer E o vento levou ("Gone with the Wind", 1939), algo que a princípio não teria sido aprovado pelo presidente da produtora, Jack Warner - Olivia teve de implorar para a esposa de seu chefe para que ela o convencesse a deixá-la participar do filme; uma vez tendo conseguido a aprovação dele para que fosse emprestada à Selznick International Pictures exclusivamente para E o vento levou, Olivia começou a passar por maus bocados quando de volta à Warner, sendo punida com papéis cujos perfis não condiziam com os que ambicionava interpretar - a exemplo disso o papel secundário que foi obrigada a interpretar em Meu reino por um amor, filme em que ela teve de dividir Errol Flynn com a estrela maior da época, Bette Davis, que se tornaria uma amiga de longa data e um grande apoio durante a luta que Olivia travaria contra a Warner Bros com o intuito de obter reconhecimento artístico (a própria Davis enfrentara uma situação parecida há poucos anos antes, na mesma produtora). Ela e Bette Davis ainda estrelariam outros filmes, sendo os mais notórios o drama Nascida para o mal ("In This Our Life", 1942) e o thriller Com a maldade na alma ("Hush… Hush, Sweet Charlotte", 1964).

Com Errol Flynn, De Havilland também ainda devia ter contracenado em O gavião do mar ("The Sea Hawk", 1940), mas encontrava-se indisponível, a filmar outro filme, sendo substituída por Brenda Marshall. Ela e Flynn ainda se encontrariam no musical Graças à minha boa estrela, mas não atuaram como par romântico. Filmado com o objetivo de levantar fundos para ajudar os feridos da Segunda Guerra Mundial, este musical também a reuniu novamente com Bette Davis.

...E O VENTO LEVOU
Sua carreira alterou-se permanentemente quando interpretou Melanie Hamilton-Wilkes na adaptação cinematográfica de "Gone With the Wind", (1939), intitulado E o vento levou no Brasil, que foi a produção mais bem sucedida de Hollywood. Com 22 anos de idade, ela desempenhou magistralmente o papel da gentil cunhada da determinada Scarlett O´Hara, interpretada por Vivien Leigh. De Havilland e Leigh ameaçaram dominar o filme tanto que Clark Gable protestou, e o diretor George Cukor teve de ser despedido por esta razão.
"Eu diria que Melanie foi a pessoa que eu gostaria de ser… mas também a pessoa que eu nunca consegui ser" — De Havilland, numa entrevista de 2009, sobre sua personagem no filme E Tudo o Vento Levou ("Gone with the Wind", 1939).

Por este desempenho ela recebeu a primeira de suas cinco indicações ao Oscar - a única na categoria de Melhor atriz coadjuvante -, embora tenha perdido o prêmio para a amiga Hattie McDaniel, que o levou pela atuação como Mammy, no mesmo filme. Dos quatro atores principais do filme (os outros: Vivien Leigh, Clark Gable e Leslie Howard), De Havilland é a única ainda viva. Ironicamente, sua personagem é a única das quatro a morrer no filme.

RECONHECIMENTO ARTÍSTICO E OSCARES
Em 1941, ela tornou-se uma cidadã naturalizada dos Estados Unidos. Naquele ano, atuou brilhantemente no filme "Hold Back the Dawn", intitulado A porta de ouro no Brasil, drama romântico em que recebeu sua segunda indicação ao Oscar, sendo a primeira na categoria de melhor atriz principal, pela performance como a professora americana Emmy Brown, que, no filme, desperta o interesse do gigolô romeno Georges Iscovescu, vivido por Charles Boyer, à procura de uma maneira de sair do México e entrar legalmente nos Estados Unidos. Bizarramente, De Havilland perdeu o Oscar para sua irmã, Joan Fontaine, que o levou pela atuação no filme de Alfred Hitchcock "Suspicion", que teve o título de Suspeita no Brasil.

Foi durante a época da indicação ao Oscar que a atriz começou a perceber seu verdadeiro potencial artístico. Ela estava se tornando cada vez mais frustrada com a qualidade dos papéis que lhe eram dados, pois sentia que era capaz de interpretar algo mais do que as ingênuas e recatadas donzelas em perigo (como as dos filmes com Errol Flynn) que a produtora sempre lhe obrigava a interpretar.

Assim como qualquer outro ator ou atriz de Hollywood das décadas de 30 e de 40, De Havilland era uma escrava do sistema dos estúdios, sendo obrigada a fazer o filme que o estúdio mandasse, e não podia recusar. Mas ela esperava papéis melhores, pelo menos depois de ter sido indicada ao Oscar por E o vento levou e A porta de ouro. Como nada do que esperava acontecia, a atriz passou a rejeitar os papéis que lhe eram dados, e começou a solicitar à Warner Bros os tipos de papéis que queria interpretar. A resposta da produtora foi seis meses de suspensão contratual. Como a própria lei era quem permitia que os estúdios suspendessem o contrato de atores que recusassem filmes, ela realmente não pode fazer nada durante este meio-tempo. Na teoria, essa ordem permitia que os estúdios mantivessem controle indefinido sobre um contrato não-corporativo. Muitos aceitavam essa situação, enquanto poucos tentavam mudar o sistema (o caso mais notável sendo o de Bette Davis, que abriu um processo mal-sucedido contra a Warner Bros na década de 1930).

Com interesse em trabalhar para outras produtoras, pois sabia que fora da Warner receberia melhores ofertas de papéis, a atriz não via a hora de seu contrato terminar. Quando isso finalmente ocorreu, em 1943, ela ainda foi informada de que deveria continuar a trabalhar para a produtora por mais seis meses para compensar o período em que esteve suspensa. De Havilland, que tinha um pai advogado e noções de leis, sabia que não era certo que tais contratos excedessem sete anos; portanto não se via obrigada a pagar pelo período em que esteve suspensa, uma vez que os sete anos de contrato com a produtora já haviam terminado. Apoiada pelo Screen Actors Guild, abriu um processo contra o estúdio. Durante a batalha judicial, ela ficou fora de Hollywood durante cerca de dois anos, fazendo tours para entreter feridos na guerra. E acabou sendo bem sucedida na ação judicial, reduzindo o poder dos grandes estúdios e prorrogando maior liberdade aos atores, tendo podido rescindir o seu contrato, estando agora livre para fazer filmes em qualquer outro estúdio. A Warner, porém, nunca prometeu contratá-la novamente. A decisão judicial, conhecida como "Decisão De Havilland", por meio da qual originou-se a Lei De Havilland, foi uma das mais significativas e de grande alcance em Hollywood. Com isso, tornou-se uma defensora pioneira dos direitos dos atores. Sua vitória lhe valeu o respeito e admiração de seus colegas, entre eles a sua própria irmã Joan Fontaine.

Foi devido à luta judicial que o filme "Devotion", (no Brasil, Devoção) uma biografia das irmãs Brontë (Charlotte, Emily e Anne), e seu último filme para a produtora, só foi distribuído em 1946, com três anos de atraso.

A qualidade e variedade dos papéis oferecidos a ela começou a melhorar. Após o lançamento do filme Devoção, De Havilland assinou um contrato para três outros filmes, com a Paramount Pictures, que foram: Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946), Champanhe para dois ("The Well-Groomed Bride", 1946) e Tarde demais ("The Heiress", 1949).

Ao aceitar trabalhar no filme Só resta uma lágrima, De Havilland mostrou que realmente queria algo que lhe permitisse uma oportunidade maior para brilhar como atriz. Neste filme ela interpreta Josephine "Jody" Norris, uma garota de cidade pequena durante a Primeira Guerra Mundial, que engravida de um piloto de avião morto em combate. Decidida a levar sua gravidez adiante, mas sem querer se tornar vítima de um escândalo por ser mãe solteira, ela entrega o seu bebê para que uma família o adote; à medida que o tempo passa, ela acompanha o crescimento do seu filho de longe e, ao se afeiçoar à criança, sofre pelo fato de não poder revelar que é sua mãe. Um grande drama da década de 40, que rendeu à atriz sua terceira indicação ao Oscar e sua primeira vitória, como melhor atriz principal. Na cerimônia de entrega do prêmio, ela agradeceu a 27 pessoas, tornando-se a dona do recorde de nomes citados no agradecimento feito após ganhar o Oscar.

James Agee notara a mudança nos papéis que Olivia passou, e, numa crítica ao filme Espelhos d´alma ("The Dark Mirror", 1946), afirmou que "De Havilland, que sempre foi uma das mais belas mulheres do cinema, provou em seus recentes desempenhos sua capacidade de atuar". Ele também comentou que "a performance dela é ponderada, calma, detalhada e bem sustentada […]". Espelhos d´alma é um thriller psicológico que conta a história de duas belas irmãs gêmeas idênticas vividas por De Havilland: uma, gentil e amorosa, e outra, gravemente perturbada. Um médico é morto e testemunhas afirmam ter visto uma briga entre uma das irmãs e a vítima, pouco antes do assassinato. Um detetive que investiga o caso não consegue identificar qual delas é a responsável pelo crime. Os policiais pedem a ajuda de um médico que estuda as gêmeas para ajudar a desvendar o caso.

De Havilland também foi amplamente elogiada por A cova da serpente ("The Snake Pit, 1948"), que citou como o seu filme preferido, e foi um dos primeiros que tentaram mostrar o retrato realista da doença mental. Ela foi louvada pela disposição que teve em desempenhar um papel que era completamente desprovido de glamour, tendo tal assunto enfrentado questões controversas. A atriz realizou pesquisas com tanta determinação que todos se surpreendiam, prestando atenção com cuidado a cada um dos procedimentos aplicados aos doentes mentais, como tratamentos de hidroterapia e de eletro-choque. Quando permitida, participou de longas sessões individuais de terapia. Atendeu a funções sociais, incluindo jantares e também promoveu bailes. Depois do lançamento do filme, a colunista Florabel Muir questionou se as instituições mentais realmente "permitiram bailes e contato com os internos, que podem se tornar violentos". Para surpresa da colunista, a própria De Havilland a telefonou, e a assegurou de que a iniciativa de jantares e bailes para os internos foi ela mesma quem havia tomado, e sem consultar os dirigentes das instituições, justamente para evitar que algum deles não consentisse com o que planejara.

Seu desempenho em A cova da serpente foi considerado por muitos como uma dentre melhores atuações de sua carreira, tendo sido recompensada com mais uma nomeação para o Oscar. Embora ela tivesse perdido o prêmio para Jane Wyman, que o levou pela atuação no filme Belinda ("Johnny Belinda", 1948), De Havilland recebeu o maior número de prêmios que ganharia por sua performance num filme, incluindo o prêmio de melhor atriz Coppa Volpi no Festival de Veneza. Neste filme ela interpretou Virginia Stuart-Cunningham, uma escritora vítima de depressão nervosa. Após seu casamento, a jovem sofre um colapso e é internada num hospital psiquiátrico, e passados alguns dias, não se lembra por qual motivo ela está lá. Durante a sua estadia na instituição, ela se torna testemunha dos maus-tratos aos quais os internos estão submetidos. O filme, inovador para a época, foi um sucesso de crítica e de público, ficando entre as dez maiores bilheterias do ano, mais precisamente na sexta posição. Foi um dos primeiros a mostrar o ponto de vista da sociedade em relação aos que sofrem de doença mental, e levou a legislação a prover melhorias nos cuidados de saúde mental nos Estados Unidos.

Após assistir à peça Washington Square na Broadway, De Havilland disse ao diretor William Wyler que a história poderia dar um ótimo filme. Ele concordou e propôs o filme aos executivos da Paramount, que logo procuraram adquirir os direitos autorais da peça. Assim, foi sem surpresa que 1949 ela foi convidada para atuar como a protagonista da versão cinematográfica da peça, "The Heiress", que teve o título de Tarde demais no Brasil. Muitos da crítica especializada o consideram um excelente filme. A história trata do drama de uma tímida jovem chamada ´Catherine Sloper´, herdeira de um pai tirano, que fica dividida quando se apaixona por um pretendente que, na verdade, está apenas de olho em sua fortuna. De uma certa forma pode-se dizer que De Havilland se arriscou aceitando o papel sem brilho, tímido e desajeitado. Mas seu instinto estava correto. E, graças à sua brilhante performance, foi recompensada com o seu segundo Oscar de melhor atriz, tornando-se assim uma das poucas que conseguiram ser contempladas com o prêmio em mais de uma ocasião.

Depois de ter ganho em 1950 o seu segundo Oscar de melhor atriz, ela foi convidada para o papel de Blanche DuBois no filme Uma rua Chamada pecado ("A Streetcar Named Desire", 1951), com Marlon Brando, mas recusou, e o papel foi para Vivien Leigh (com quem De Havilland havia contracenado em E o vento levou). O filme conferiu à Leigh um segundo Oscar de melhor atriz. De Havilland negou numa entrevista em 2006 que recusou o trabalho pelo fato de a natureza desagradável de alguns elementos do roteiro serem o principal motivo de sua recusa. Segundo ela, a recusa se deu pelo fato de ela ter um filho recém-nascido que precisava de seus cuidados, e isso a tornou incapaz de se relacionar com o material.

Em 1952 ela estrelou "My Cousin Rachel", que foi intitulado Eu te matarei, querida no Brasil. O filme é um misto de drama, romance e mistério, onde Olivia interpreta uma mulher de caráter duvidoso. Inspirado no livro de título original homônimo escrito por Daphne Du Maurier (o livro teve o título de Minha prima Rachel no Brasil), este marcou a estreia do ator Richard Burton no cinema americano.

Em 1953 a atriz decidiu deixar os Estados Unidos para viver em Paris, a capital francesa. Divorciada do seu primeiro marido, Marcos Goodrich, ela voltou a se casar em 1955, com jornalista francês Pierre Galante. Nessa época ela aparecia esporadicamente no cinema, aceitando papéis em filmes apenas quando interessada.

Em 1962 publicou um livro chamado Every Frenchman Has One, sobre suas dificuldades e aventuras tentando se ajustar à vida na França, e no mesmo ano voltou às telas depois de três anos de ausência, como a mãe de uma jovem de 26 anos que sofreu um acidente na infância e, como resultado, tem a mentalidade de uma criança de 10 anos de idade, e que agora se apaixona por um rapaz com quem quer se casar, no filme "Light in the Piazza" que teve o título de Luz na praça no Brasil.

Quando Bette Davis e Joan Crawford viram suas respectivas carreiras serem ressuscitadas após estrelarem o filme de suspense (quase terror) O que terá acontecido a Baby Jane? ("What Ever Happened to Baby Jane?", 1962), não demorou muito para que outras atrizes de meia-idade, como Olivia de Havilland, tentassem uma segunda carreira estrelando filmes do gênero. De Havilland protagonizou o thriller A dama enjaulada ("Lady in a Cage", 1964), um filme polêmico e controverso sobre uma mulher de meia-idade presa num elevador, atormentada por uma gangue psicótica que rouba os bens de sua mansão. Hoje considerado um clássico, o filme foi muito atacado pela crítica quando lançado por causa das excessivas cenas de violência que chocaram o público, tendo sido por esta razão banido na Inglaterra. De Havilland, contudo, se saiu muito bem em sua performance, assim como também o ator James Caan, em sua estreia no cinema, no papel do líder da gangue.

Nessa época Robert Aldrich, diretor de O que terá acontecido a Baby Jane?, estava à procura de uma atriz que pudesse ao lado de Bette Davis estrelar o suspense Com a maldade na alma ("Hush… Hush, Sweet Charlotte", 1964), no papel antes dado a Joan Crawford, que se retirou do projeto alegando doença. Aldrich oferecera o papel a atrizes como Katharine Hepburn, Vivien Leigh, Barbara Stanwyck e Loretta Young, que recusaram a oferta. Para convencer De Havilland a ficar com o papel, o diretor teve de viajar até a Suíça, onde a atriz então se encontrava.

Olivia teve a oportunidade de novamente, e pela última vez, contracenar com a amiga Bette Davis. As filmagens de Com a maldade na alma passaram a ser feitas em clima de paz, pois ao contrário do que acontecia com Joan Crawford e Bette Davis, De Havilland e Davis, como sempre, se entendiam muito bem. Quando lançado, o filme chamou a atenção principalmente por seu elenco de veteranos, que também inclui os nomes de Joseph Cotten e Agnes Moorehead, co-estrelas de Cidadão Kane ("Citizen Kane", 1941). Sucesso de bilheteria, mesmo não tendo obtido a mesma que a de O que terá acontecido a Baby Jane?, o filme dividiu opiniões. Ao passo que alguns o achavam inferior à O que terá acontecido a Baby Jane?, outros o achavam brilhante; o filme recebeu nada menos que sete indicações ao Oscar. Olivia de Havilland, em sua performance, chegou a ser apontada por muitos como mais atraente do que Bette Davis. Neste filme De Havilland interpreta Miriam Deering, a prima astuta da estranha ricaça Charlotte Hollis (Bette Davis); Miriam é chamada para ajudar Charlotte, que vive há quase 40 anos reclusa em uma velha mansão na Louisiana, obcecada com a ideia que o fantasma de seu amante anda rondando a casa, deixando, assim, todos a sua volta apavorados. Curioso é o fato de tanto Olivia como Bette estarem, neste filme, em papéis diferentes do que os que costumavam interpretar: Bette, famosa por seus papéis de mulheres fortes, determinadas, ou arrogantes, e até más, interpretou uma mulher sofrida, inconformada com a morte do amante, enquanto Olivia, famosa sobretudo por suas personagens amáveis, de bom coração (uma das razões que levaram a própria Bette Davis a tê-la carinhosamente apelidado de "sweet Olivia" - sweet, do inglês, quer dizer "doce, meiga"), fez uma mulher suspeita, que ao final do filme descobre-se ter sido ela a responsável por todo o sofrimento de sua prima Charlotte. Enfim, era a personagem de Olivia quem tinha a "maldade na alma", e não a de Bette.

Olivia atuou até a década de 1980, sobretudo em televisão nos últimos anos, com destaque a sua vitória sobre um Globo de Ouro e uma indicação ao Emmy por sua performance como a Imperatriz Maria Feodorovna no filme para a TV Anastácia - o mistério de Ana ("Anastasia: The Mystery of Anna", 1986).

O documentário de 1983 Bette Davis: A Basically Benevolent Volcano tem o seu título retirado a partir da famosa frase dita por Olivia de Havilland quando questionada a respeito de Davis, sua amiga de longa data: Bette Davis is a basically benevolent volcano in constant eruption (em tradução livre, "Bette Davis é, basicamente, um vulcão benevolente em constante erupção"). No documentário, além de depoimentos de Olivia de Havilland, também podem ser conferidos os de outras estrelas, como Anne Baxter e Geraldine Fitzgerald, que contam sobre sua experiência de ter trabalhado com Davis.

RIVALIDADE COM JOAN FONTAINE
A atriz Joan Fontaine (1917-2013), irmã de Olivia de Havilland, ao lado do ator Gary Cooper, na noite em que ambos ganharam, respectivamente, o Oscar de melhor atriz e melhor ator, em 1942. Fontaine conseguiu vencer o prêmio para o qual a sua irmã também havia sido nomeada
Das duas irmãs, Olivia foi a primeira a se tornar atriz. Quando Joan Fontaine tentou seguir a mesma profissão, sua mãe, que supostamente favoreceu Olivia, se recusou a deixar que Joan usasse o nome da família. Assim Joan se viu obrigada a inventar um nome, tendo em primeiro Joan Burfield e, posteriormente, Joan Fontaine. Segundo o que conta o biógrafo Charles Higham em sua obra Sisters: The Story of Olivia De Haviland and Joan Fontaine, as irmãs sempre tiveram uma relação difícil, começando na infância, quando Olivia teria rasgado uma roupa de Joan, forçando-a a costurá-la novamente. A rivalidade e o ressentimento entre as irmãs também alegadamente resulta da percepção de Joan em relação ao fato de Olivia ser a filha favorita de sua mãe.

Em 1942 as duas irmãs foram nomeadas para o Oscar de melhor atriz. Fontaine foi indicada pela atuação no filme Suspeita ("Suspicion", 1941), de Alfred Hitchcock, e De Havilland foi indicada pela atuação em A porta de ouro ("Hold Back the Dawn", 1941). Fontaine foi quem acabou levando a estatueta. O biógrafo Charles Higham descreveu os eventos da cerimônia de premiação, afirmando que, como Joan avançou empolgada para receber seu prêmio, ela claramente rejeitou as tentativas de Olivia cumprimentá-la, e que Olivia acabou se ofendendo com essa atitude. Higham também afirmou que, depois, Joan sentiu-se culpada pelo que ocorreu na cerimônia de entrega do prêmio. Anos mais tarde, seria a vez de Olivia de Havilland ganhar o prêmio, em 1947, pela atuação no filme Só resta uma lágrima ("To Each His Own", 1946). Segundo o biógrafo, na cerimônia de premiação Joan fez um comentário sobre o então marido de Olivia, que ficou ofendida e não quis receber os cumprimentos de sua irmã por este motivo.

A relação entre as irmãs continuou a deteriorar-se após os dois incidentes no Oscar. Em 1975, aconteceria algo que faria com que elas deixassem de se falar definitivamente: segundo Joan, Olivia não a convidou para um serviço memorial em homenagem a sua mãe, que havia morrido recentemente. Mais tarde, Olivia afirmou que tentou comunicar a Joan, mas ela se encontrava muito ocupado para atendê-la.

Charles Higham também diz que Joan passou a ter uma relação distante com suas próprias filhas, talvez por ter descoberto que elas estavam mantendo um relacionamento secreto com a tia, Olivia.

Ambas as irmãs sempre se recusaram a comentar publicamente sobre a sua rivalidade e relacionamento familiar. Em uma entrevista de 1978, no entanto, Fontaine disse: "Casei-me primeiro, ganhei um Oscar antes de Olivia e se eu morresse primeiro, sem dúvida ela ficaria lívida porque eu também teria ganho dela nisso!".9 Após a morte de Fontaine, De Havilland, de sua casa em Paris, divulgou um comunicado dizendo: Estou chocada e entristecida, e agradeço por todas as expressões de simpatia e gentileza dos fãs. Joan Fontaine faleceu no domingo 15 de dezembro de 2013 aos 96 anos de idade10 - ironicamente a data em que E o vento levou ("Gone with the Wind", 1939), filme que imortalizou De Havilland no cinema americano, completara 74 anos de estreia.

RELACIONAMENTOS
De Havilland e Flynn se tornaram uma das mais famosas duplas do cinema na época, estrelaram oito filmes juntos, estiveram apaixonados na vida real, mas nunca levaram adiante o seu amor.

Embora conhecidos como um dos mais famosos casais do cinema (estrelaram oito filmes juntos, como já visto), De Havilland e Errol Flynn nunca estiveram ligados romanticamente. A respeito de seus sentimentos sobre o seu co-star, De Havilland observou que, mesmo tendo sentido-se atraída por Flynn, recusou a todas as investidas do galã com o receio de se tornar apenas mais uma dentre as inúmeras aventuras amorosas de um homem comprometido (Flynn era casado com a atriz Lili Damita na época11 e, mulherengo, tinha fama de "Don Juan"). De Havilland ficaria surpresa anos mais tarde, ao ver que Flynn escrevera em sua autobiografia que esteve realmente apaixonado por ela, ou seja, ele de fato foi honesto em seus sentimentos em relação à atriz.

De dezembro 1939 a março 1942, ela esteve romanticamente envolvida com o ator solteiro James Stewart. A pedido de Irene Mayer Selznick, o agente de Stewart o informou para acompanhá-la durante a premiére de E o vento levou em Nova York, no Astor Theater em 19 de dezembro de 1939. Ao longo dos próximos dias, Stewart sempre seria visto acompanhado De Havilland a passeios, idas a teatros e também ao famoso 21 Club. Eles continuariam juntos depois do retorno a Los Angeles, onde Stewart tinha aulas de voo e romance. De acordo com De Havilland, Stewart de fato propôs casamento a ela em 1940, mas ela sentia que ele não estava pronto para se estabelecer. O relacionamento entre ambos foi interrompido quando do alistamento militar dele, em março de 1941, mas somente um ano mais tarde, quando de Havilland se apaixonaria pelo diretor John Huston, eles terminaram de vez o seu relacionamento.

SUA VIDA ATUALMENTE
Residente em Paris desde 1953, De Havilland ocasionalmente faz aparições públicas.

Ela tornou-se mais próxima da amiga Gloria Stuart, que também foi uma das poucas atrizes dos anos 30 ainda vivas durante a década de 2000. Stuart faleceu no dia 26 de setembro de 2010, aos 100 anos de idade.

Olivia compareceu à 75ª cerimônia do Oscar, em 2003. Na cerimônia estiveram presentes os também legendários Kirk Douglas, Karl Malden, Luise Rainer, Jennifer Jones, Teresa Wright e Julie Andrews, entre outros.

Em 2004, por ocasião do 65º aniversário do lançamento original do filme E o vento levou, o Turner Classic Movies realizou um documentário chamado "Melanie Remembers: Reflections by Olivia de Havilland", no qual De Havilland, que é a única viva dentre os quatro atores que protagonizaram o filme, relembra cada momento das filmagens. O documentário de 40 minutos pode ser visto na edição especial para colecionadores do filme lançada em DVD e posteriormente em blu-ray.

Em junho de 2006, ela apareceu em homenagem ao seu 90º aniversário na Academy of Motion Pictures Arts & Sciences e no Los Angeles County Museum de Arte.

Em abril de 2008, compareceu ao funeral de Charlton Heston. No mesmo ano, também compareceu ao Tributo ao Centenário da atriz Bette Davis. De Havilland foi uma das poucas estrelas com quem Bette manteve uma boa amizade. Elas apareceram em 5 filmes juntas.

Em 17 de novembro de 2008, aos 92 anos, De Havilland recebeu a Medalha Nacional das Artes, a maior honra conferida a um artista individual, em nome do povo dos Estados Unidos. A medalha foi entregue a ela pelo então presidente americano George W. Bush.

Em 2009, De Havilland narrou o documentário "I Remember Better When I Paint", sobre a importância da arte no tratamento da doença de Alzheimer. Em 22 de março de 2011, ela apresentou o documentário em uma exibição especial em Paris.

Em 14 de julho de 2009, Olivia afirmou, numa entrevista publicada no The Independent, que está trabalhando em uma autobiografia.

Em 9 de setembro de 2010, com a idade de 94 anos, De Havilland recebeu do presidente francês Nicolas Sarkozy a mais alta condecoração da França, a Legião de Honra, que é uma ordem de decoração de Cavalaria entregue pelo Presidente da República Francesa.

Em fevereiro de 2011, De Havilland apareceu na cerimônia de gala dos Prêmios César, na França. Jodie Foster, presidente da cerimônia, apresentou-a, e De Havilland foi longa e fortemente aplaudida de pé.

A relação entre ela e sua irmã mais nova Joan Fontaine nunca foi boa e se agravou agravou em 1941, quando ambos foram nomeados para os prêmios Oscar de ´Melhor Atriz´. Sua antipatia mútua e ciúme se transformou em uma briga após Fontaine ganhou por Suspeita (1941). Apesar do fato de que de Havilland passou a ganhar dois Oscars, elas permaneceram permanentemente afastadas.

Recusou o papel de Blanche DuBois em Uma Rua Chamada Pecado (1951), supostamente dizendo que "uma senhora simplesmente não deve dizer ou fazer algumas coisas na tela". De Havilland ajustou essa declaração em uma entrevista em 2006, dizendo que ela tinha dado à luz recentemente a seu filho quando ofereceram o papel e estava incapaz de se relacionar com o material.

Ms. de Havilland vive uma aposentadoria tranquila em sua casa na Rue Benouville, em Paris. Ela passa o tempo ensinando crianças em uma igreja local.

Confessou, anos mais tarde que ela tinha uma paixão intensa em Errol Flynn durante os anos em que filmaram juntos, dizendo que era difícil resistir a seus encantos.

Estava um pouco acima do peso quando ela veio para a Paramount, então Edith Head desenhou figurinos para ela projetados para ter um efeito emagrecedor.

Quando ela tinha 9 anos de idade, fez um testamento em que ela declarou: "Eu legarei toda a minha beleza para minha irmã mais nova Joan, já que ela não tem nenhuma".

Estava envolvido romanticamente com James Stewart, Howard Hughes, John Huston no final de 1930.

Ela aceitou dois papéis no cinema recusados por Ginger Rogers, Só Resta Uma Lágrima (1946) e A Cova da Serpente (1948). Olivia ganhou um Oscar por Só Resta Uma Lágrima (1946) e foi indicada para A Cova da Serpente (1948). Rogers mais tarde se arrependeu ao recusar o papel e escreveu: "Talvez Olivia devesse me agradecer por eu ter tão pouco discernimento."

Em um ato raro de reconciliação, Olivia e sua irmã Joan Fontaine comemoraram o Natal de 1962 em conjunto junto com seus então-maridos e filhos.

[Sobre a reação de Hollywood à sua vitória judicial contra a Warner Bros.] Me disseram que eu nunca iria trabalhar de novo, ganhasse ou perdesse. Quando ganhei, eles ficaram impressionados e não guardaram rancor.

A única coisa que você simplesmente tem que se lembrar o tempo todo enquanto você está lá é que Hollywood é uma cidade oriental. Se fizer isso, você poderá sobreviver. Se você tentar equipará-la com qualquer outra, vai perecer.

[Sobre Michael Curtiz] Ele era um tirano, ele era abusivo, ele era cruel. Oh, ele era apenas um vilão, mas eu acho que ele foi muito bom. Ele sabia o que estava fazendo. Ele sabia como contar uma história de forma muito clara e ele sabia como manter as coisas acontecendo.

[Sobre Bette Davis] A grande lição que aprendi com Bette era sua dedicação absoluta em fazer tudo tudo certo. Ela costumava passar horas estudando a personagem que ela estava fazendo, então depois de dedicava horas na maquiagem garantindo que sua aparência física estava certa para o papel. Eu sempre tentei colocar a mesma quantidade de trabalho em tudo o que fiz.

[Sobre Clark Gable] Clark Gable era altamente profissional. Ele era uma estrela maior do que se pode criar hoje. Eu era apenas um mini-estrela quando fiz "Gone With the Wind". Eu estava com medo de falar com ele. As pessoas não podem compreendê-lo agora, mas nós estávamos em êxtase.

Eu achava que o sucesso de Gone with the Wind duraria cinco anos, e durou mais de 70 anos, e isso em um novo milênio. Há um lugar especial no meu coração para esse filme e Melanie. Ela era uma personagem notável - uma pessoa amorosa, e por causa disso era uma pessoa feliz. E Scarlett, é claro, não era.



1947
Também por Só resta uma lágrima, venceu o seu primeiro Oscar de melhor atriz;
1948
Venceu o National Board of Review Award (ou NBR Award) de melhor atriz, por A cova da serpente, de 1948;
A cova da serpente também rendeu à atriz o seu primeiro NYFCC Award de melhor atriz;

1949
Por A cova da serpente, venceu o Prêmio Coppa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza;
Venceu o seu segundo NYFCC Award de melhor atriz, por Tarde demais (1949);

1950
Venceu o seu segundo Oscar de melhor atriz, por Tarde demais;
Recebeu o seu primeiro Globo de ouro, na categoria de Melhor atriz em filme de drama, por Tarde demais;
Recebeu o prêmio Nastro d´Argento/Fita de prata de Melhor atriz estrangeira, do Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema da Itália, por A cova da serpente;

1987
Venceu outro Globo de Ouro, na categoria de Melhor atriz coadjuvante em televisão, pela atuação no telefilme Anastácia - o mistério de Ana (1986);
Recebeu uma indicação ao Emmy, na categoria de Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme, por Anastácia - o mistério de Ana;

2004
Em setembro deste ano ela foi agraciada no Elle Women in Hollywood Awards com o Legend Award (Prêmio Lenda do Cinema). Na ocasião, a atriz Angelina Jolie teve a oportunidade de aparecer com Olivia durante as sessões de fotos14 ;

2010
Foi condecorada com a Legião de honra pelo Presidente francês Nicolas Sarkozy;

2012
Foi contemplada com o prêmio honorário do CinEuphoria Awards, pela sua brilhante carreira.

1988 - The Woman He Loved (TV) - ONLINE
1986 - Anastasia: The Mystery of Anna (TV)
1986 - North and South, Book II (Mini-Serie)
1982 - The Royal Romance of Charles and Diana (TV)
1982 - Murder Is Easy (TV)
1981 - O Barco do Amor (Serie)
1979 - O Quinto Mosqueteiro
1979 - Roots: The Next Generations (Mini-Serie)
1978 - O Enxame
1977 - Aeroporto 77
1972 - Joana, a Mulher que Foi Papa
1972 - The Screaming Woman (TV)
1970 - O Mundo Dos Aventureiros
1968 - The Danny Thomas Hour (Serie)
1968 - The Last Hunters
1966 - ABC Stage 67 (Serie)
1966 - Noon Wine
1965 - The Big Valley (Serie)
1965 - Winner Lose All
1964 - Com a Maldade na Alma
1964 - A Dama Enjaulada
1962 - Luz na Praça
1959 - A Noite é Minha Inimiga
1958 - O Rebelde Orgulhoso
1956 - A Filha do Embaixador
1955 - Não Serás um Estranho
1955 - A Favorita de Felipe II
1952 - Eu Te Matarei, Querida!
1949 - Tarde Demais
1948 - A Cova da Serpente
1946 - Espelho d´Alma
1946 - Champanhe Para Dois
1946 - Devoção
1946 - Só Resta uma Lágrima
1943 - Dez Pequenas para um Homem
1943 - Sua Alteza Quer Casar
1943 - Graças à Minha Boa Estrela
1942 - Nascida para o Mal
1942 - Assim é que Elas Gostam
1941 - O Intrépido General Custer
1941 - A Porta de Ouro
1941 - Uma Loira com Açúcar
1940 - A Estrada de Santa Fé
1940 - My Love Came Back
1939 - ...E o Vento Levou
1939 - Raffles
1939 - Meu Reino Por um Amor
1939 - Uma Cidade que Surge
1939 - Asas da Esquadra
1938 - Difícil de Apanhar
1938 - Amando Sem Saber
1938 - As Aventuras de Robin Hood
1938 - Onde o Ouro Se Esconde
1937 - O Grande Garrick
1937 - Somos do Amor
1937 - Vamos Brincar de Amor?
1936 - A Carga de Cavalaria Ligeira
1936 - Adversidade
1935 - O Capitão Blood
1935 - Sonho de uma Noite de Verão
1935 - O Filhinho da Mamãe
1935 - Esfarrapando Desculpas

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